Qual regime tributário é mais vantajoso para médicos no RS? Depende — mas você precisa saber de quê
Essa é uma das perguntas mais frequentes que recebemos de médicos no Rio Grande do Sul. E a resposta honesta é: depende de vários fatores. Mas o que não pode acontecer é escolher um regime sem análise — ou manter o atual sem revisá-lo anualmente.
A Onestà Contabilidade, especializada em contador para médicos no Rio Grande do Sul, vai te explicar como funciona cada regime e quais critérios definem a melhor escolha para o seu caso.
Simples Nacional para médicos: vantagens e limitações
O Simples Nacional reúne vários tributos em um DAS mensal calculado sobre o faturamento bruto. Para médicos, a atividade se enquadra nos Anexos III ou V, dependendo do Fator R (percentual da folha de salários sobre o faturamento dos últimos 12 meses).
Vantagens do Simples para médicos:
- Recolhimento simplificado em uma única guia;
- Menos obrigações acessórias do que no Lucro Presumido;
- Alíquotas progressivas e competitivas para faturamentos menores;
- Quando enquadrado no Anexo III, pode ser bastante vantajoso.
Limitações do Simples para médicos:
- Queda no Anexo V resulta em alíquotas bem mais altas;
- A distribuição de lucros isentos precisa de cuidados contábeis;
- Limite de faturamento anual de R$ 4,8 milhões.
Lucro Presumido para médicos: quando compensa
No Lucro Presumido, a base de cálculo do IRPJ e CSLL é calculada sobre uma margem presumida de 32% do faturamento. PIS e COFINS incidem no regime cumulativo (alíquotas de 0,65% e 3%, respectivamente).
A alíquota efetiva total no Lucro Presumido para médicos costuma ficar em torno de 13% a 15% do faturamento bruto, dependendo da alíquota de ISS do município.
O Lucro Presumido tende a ser vantajoso para médicos que:
- Têm faturamento anual acima de determinado patamar;
- Conseguem fazer distribuição de lucros significativa acima do lucro presumido, com isenção de IR;
- Têm folha de pagamento baixa (pró-labore mínimo e poucos funcionários);
- Estão próximos do limite do Simples Nacional.
Comparativo prático: como a análise é feita
Para fazer a comparação entre Simples e Presumido, o contador analisa:
- O faturamento bruto mensal e anual do consultório/clínica;
- O valor do pró-labore definido;
- A folha de pagamento total (para calcular o Fator R no Simples);
- A alíquota efetiva no Simples vs a alíquota efetiva no Presumido;
- O potencial de distribuição de lucros isentos no Presumido.
Com esses dados, é possível calcular o imposto total em cada cenário e definir qual regime é mais favorável para o próximo ano.
A revisão deve ser anual
A opção pelo regime tributário é feita em janeiro de cada ano. Perder esse prazo significa ficar no regime atual por mais um ano — o que pode representar um custo significativo se ele não for o mais adequado.
A Onestà Contabilidade faz a análise comparativa para médicos em todo o RS no último trimestre de cada ano, para que a decisão seja tomada a tempo. Atendemos em Santa Maria, Porto Alegre, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Passo Fundo e em todo o Rio Grande do Sul.