O Carnê-Leão que todo médico autônomo no RS precisa pagar — mas nem todos gerenciam bem
Médicos autônomos no Rio Grande do Sul que atendem pacientes particulares ou prestam serviços a empresas que não retêm IR na fonte têm obrigação de recolher mensalmente o IRPF via Carnê-Leão. A falta de controle durante o ano resulta em saldo expressivo no ajuste anual — com multas e juros.
Quais receitas médicas entram no Carnê-Leão
- Consultas particulares pagas diretamente pelo paciente (Pix, dinheiro, cartão);
- Procedimentos pagos por pacientes particulares;
- Plantões pagos diretamente (sem retenção na fonte);
- Laudos e perícias pagos por PF;
- Qualquer rendimento de PF não sujeito à retenção.
Deduções disponíveis para médicos no Carnê-Leão
- Aluguel do consultório (proporcional ao uso profissional);
- Instrumentos médicos e materiais de uso profissional;
- Cursos e congressos médicos;
- Dependentes (pelo número de dependentes declarados);
- INSS pago como contribuinte individual;
- Previdência privada PGBL (limitado a 12% da renda bruta).
Como calcular mensalmente
- Some todos os rendimentos tributáveis de PF no mês;
- Subtraia as deduções mensais (aluguel, INSS, dependentes);
- Aplique a tabela progressiva do IRPF;
- Gere DARF via e-CAC > Carnê-Leão Web;
- Prazo: último dia útil do mês seguinte.
A alternativa: abrir CNPJ e encerrar o Carnê-Leão
Para médicos com faturamento relevante, a abertura de CNPJ elimina a obrigação do Carnê-Leão e substitui por uma tributação potencialmente muito mais vantajosa. A Onestà Contabilidade faz essa análise e, se for o caso, cuida da transição. Atendemos em Santa Maria, Porto Alegre, Pelotas, Caxias do Sul e em todo o Rio Grande do Sul.