Abrir uma clínica veterinária é um sonho — mas a parte burocrática assusta
Depois de anos de formação e experiência, chega o momento de abrir o próprio negócio. Para muitos médicos veterinários no Rio Grande do Sul, esse é um momento de grande expectativa — e também de muita dúvida. Que tipo de empresa abrir? Qual regime tributário? Que alvarás são necessários? Quanto de imposto vou pagar?
A Onestà Contabilidade, especializada em profissionais de saúde no RS, preparou este guia completo para ajudar veterinários a abrirem sua clínica com segurança e do jeito certo desde o início.
Primeiro passo: definir a estrutura jurídica da clínica
Para clínicas veterinárias, as estruturas mais comuns são:
- Sociedade Limitada Unipessoal (SLU): ideal para quem vai abrir sozinho. Um único sócio, responsabilidade limitada ao capital social;
- Sociedade Limitada (LTDA): para dois ou mais sócios. Permite divisão de quotas e responsabilidades entre os veterinários parceiros;
- Sociedade Simples: usada por profissões regulamentadas. Menos comum para clínicas, mas possível.
Atenção: o MEI não pode ser utilizado por veterinários, pois é uma profissão regulamentada pelo CFMV.
Qual o CNAE correto para clínicas veterinárias?
O CNAE (Código Nacional de Atividades Econômicas) precisa ser escolhido corretamente para que a empresa seja enquadrada no regime tributário adequado. Para clínicas veterinárias, os CNAEs mais utilizados incluem atividades de atendimento veterinário, internação animal e venda de medicamentos veterinários (caso haja essa atividade). Um contador especializado orientará sobre a escolha correta para o seu caso específico.
Regime tributário: Simples Nacional ou Lucro Presumido?
Para a maioria das clínicas veterinárias em início de operação no RS, o Simples Nacional é o regime mais indicado. Ele simplifica o pagamento de impostos e tem alíquotas competitivas para faturamentos menores.
Conforme a clínica cresce e o faturamento aumenta, pode ser vantajoso migrar para o Lucro Presumido, especialmente se houver distribuição significativa de lucros entre os sócios.
A análise entre os dois regimes deve ser feita anualmente por um contador para médicos veterinários no Rio Grande do Sul que conheça as particularidades da área.
Alvarás e licenças necessárias para clínicas veterinárias no RS
Além do CNPJ, uma clínica veterinária no RS precisa de:
- Alvará de funcionamento: emitido pela prefeitura do município, com base no Código de Postura local;
- Licença sanitária: emitida pela Vigilância Sanitária municipal ou estadual;
- Registro no CFMV e no CRMV-RS: obrigatório para a pessoa jurídica que presta serviços veterinários;
- Licença ambiental: para clínicas que descartam resíduos biológicos (necessária em muitos municípios do RS);
- Nota Fiscal de Serviço: cadastro na prefeitura para emissão de NFS-e.
Obrigações contábeis mensais de uma clínica veterinária
Após aberta, a clínica precisa cumprir obrigações mensais regulares:
- Emissão de NFS-e para serviços prestados;
- Pagamento do DAS (no Simples) ou das guias de IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS (no Presumido);
- Folha de pagamento e encargos, se houver funcionários;
- INSS do pró-labore do sócio veterinário;
- Escrituração contábil regular.
Além disso, há obrigações acessórias anuais como a DEFIS (no Simples) e a ECF (no Presumido).
Suporte contábil especializado: por que faz diferença para veterinários
Muitos veterinários que atendemos na Onestà chegaram até nós depois de anos com contadores que não conheciam as particularidades da área da saúde animal. Regime tributário mal escolhido, alvarás desatualizados, INSS recolhido incorretamente — problemas que geram custos desnecessários e risco de autuação.
A Onestà Contabilidade atende veterinários em Santa Maria, Porto Alegre, Pelotas, Passo Fundo e em todo o Rio Grande do Sul. Se você está planejando abrir sua clínica, fale com a gente antes de dar o primeiro passo — é muito mais fácil fazer certo desde o início.